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Câmera que transforma imagens em palavras

27 de junho de 2012, 17:52

Escrito por marcelotas


Fonte: Matt Makes

 

O sonho de colocarmos computadores executando as nossas tarefas do dia-a-dia vem desde “antigamente”. Rosie (abaixo), a doméstica dos Jetsons, por exemplo, foi desenhada nos anos 60. Hoje temos no mercado, robôs que limpam o chão, aspiram sujeira de edifícios e até piscinas… E, claro, monstrinhos graduados que pilotam jipinhos na superfície de Marte.

Mas há ainda algumas tarefas humanas que, por mais que avance a tecnologia, os avanços são muito pequenos como, por exemplo, a visão. Os robôs são capazes de reconhecer o fundo do olho humano e compará-lo com milhares de outros instataneamente. Mas são incapazes de entender o significado das imagens.

Se a montanha não vai a Maomé… Matt Richardson inventou uma câmera que ao invés de imagens produz a descrição da imagem em texto. Matt é aluno do lendário ITP- Interactive Telecommunications Program- núcleo de estudos de arte, comunicação e tecnologia da New York University (é um departamento fantástico que vale a pena ser conhecido por interessados no assunto, estive por lá no final dos anos 80, recomendo!)

 

 

A Câmera Descritiva funciona assim: você mira o objeto, aperta o botão e inicia um tipo curioso de processamento da imagem. A luz amarela acesa indica que o arquivo está sendo enviado para a Amazon – sim, o site da maior loja virtual do mundo – para ser processado por trabalhadores (humanos) da Amazon Mechanical Turk API, um projeto ficou em fase piloto até 2011 e agora está a pleno vapor. Trata-se de funcionários virtuais que vão ver a imagem e devolver a tradução dela em palavras, uma espécie de legenda da foto. Tal processo leva de 3 a 6 minutos e Matt paga US$ 1,25 por cada foto-legenda! Então, a luz verde se acende e aí a própria câmera imprime um papelzinho com a descrição da foto.

O que talvez nem mesmo Matt tenha percebido é que uma ótima evolução para seu projeto seria acrescentar uma descrição em áudio para as fotografias. Assim ele devolveria a milhões de pessoas com dificuldades visuais o acesso a um mundo onde imagem é tudo, ou quase tudo.

Imagem: Rosie, a doméstica dos Jetsons

 

  1. Olá Tass! Ótimo posicionamento seu em relação aos produtos, em especial nos trazendo essa informação na relação da imagem e seus significados, da acessibilidade dessa informação para todas as pessoas, sugerindo o áudio e atraindo até aqui Paulo Romeu (autor do primeiro livro sobre AD) que complementa a informação. Quanto a expressão ‘lixo” no comentário de “Rone”, digo que a ideia pode ser melhorada, é apenas uma questão de design de produto. Essa ideia não é “lixo” é um nova forma de “ver” uma camêra fotográfica, numa transformação da imagem em palavras. Valeu

  2. Marcelo,

    Provavelmente você nunca ouviu falar em audiodescrição. é a técnica, profissional, de descrever imagens para quem não pode vê-las. Usada na América do Norte e Europa desde a década de 1990, chegou na televisão brasileira em 2011, e já vem sendo disponibilizada também em cinemas e teatros.

    Se apenas um em cada mil habitantes deste planeta conseguissem pensar nas pessoas com deficiência, como você demonstrou neste post, certamente nós, cegos, viveríamos em um mundo muuuiiito melhor!

    Te admiro ainda mais por isso.

    Paulo Romeu – criador do Blog da Audiodescrição

  3. Que lixo! Parece o cientista maluco do chapolin colorado que tira a vela do candelabro e lá atras alguém( o Pépe) abre a porta, socorro que coisa mais inútil,e já sendo lançada obsoleta, pois nem fala e nem imprime em braile.

  4. Lendo o teu texto de novo, me surgiu só uma dúvida: será que essa câmera, além de imprimir um papelzinho com a descrição da imagem, também tem algum dispositivo eletrônico que fala? Pq se não como o cego vai conseguir saber o que tem no papel?

  5. Carácoles, meu sonho de consumo, Tas! Já imaginou eu com um brinquedinho desses?

    A tecnologia é mesmo uma coisa impressionante. Não tem limites! Só espero que ela seja acessível em todos os sentidos. Principalmente no bolso. Porque te digo uma coisa, Tas. Existem muitos objetos capazes de facilitar a vida de nós cegos. O problema é que, especialmente no Brasil, a maioria desses objetos acaba sendo proibitivo ao bolso. Pois grande parte desses produtos vem de fora. Aí entra a quantidade absurda que pagamos de imposto nesse país.

    Mas enfim, de qualquer forma fiquei felizona em saber da existência dessa câmera.

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