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30 de dezembro de 2011, 09:47

Escrito por marcelotas

A partir de hoje, entro em férias, por 30 dias. Volto a escrever aqui no dia 30 de Janeiro próximo.

Enquanto estou de férias, o blog, como tem vida própria, continua aberto 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Recebo diariamente comentários em posts publicados em épocas diferentes. Recentemente, um internauta me enviou um e-mail (no rede@marcelotas.com.br) pedindo uma retificação num comentário dele de 2004!

Este é o mundo que vivemos. Tudo ao mesmo tempo agora, como berravam os Titãs do Iê-iê-iê lá nos anos 80. Ou seriam 90? Tanto faz, agora a ficha caiu de vez.

Pensando nisso tudo, as minhas férias e as “não férias” deste blog, deixei para inaugurar hoje, solenemente, a nova porta de entrada para tudo que já publiquei dentro do meu site oficial.

Clicando nos retângulos coloridos você vai navegar pelos registros que já fiz neste mundo desde o primeiro dia de vida- no distante 10 de Novembro de 1959, em Ituverava- à mais recente foto que possa ter subido agora à pouco no twitter direto das minhas férias em algum canto do Velho Mundo.

E já que vamos novamente mudar o calendário, deixo aqui minha gratidão a cada um de vocês que por aqui passaram neste ano que se vai. Obrigado, 2011, você foi duro, trepidante e fundamental.

Também quero deixar registrada minha posição diante do fatídico 2012: o mundo não vai acabar. O mundo, como o conhecíamos até aqui, já acabou faz tempo. Nós é que estamos, vagarosamente, tentando nos acostumar com a nova velocidade das coisas.

E já que o mundo acabou, feliz mundo novo a cada um de vocês. Até sempre!

Novo site marcelotas.com.br

Design: Ricardo Gimenes
Produção e desenvolvimento: Elav

29 de dezembro de 2011, 11:21

Escrito por marcelotas

 

Video: Conexões Urbanas, AfroReggae na TV.

Agradeço aos comentaristas do post abaixo onde números apontam o gravíssimo problema da violência no território brasileiro.

Muitos ponderaram sobre a relatividade dos números, que não se deve comparar o Brasil com Angola e Iraque, por conta da diferença populacional. A observação é correta sob o ponto de vista matemático, não se discute. Só que o fato de 1 milhão de pessoas terem sido mortas nos últimos 30 anos no Brasil é um dado a ser processado além dos estudos da estatística. A equação é: como transformar um país próspero, com democracia plena, numa sociedade menos violenta?

Subi um video acima com uma instituição que vem atuando neste tema. Em 2012, o AfroReggae completa 20 anos de atuação, usando como ferramentas a educação e a arte como ponte entre os vários estilhaços como ainda é dividida a sociedade brasileira. No Rio de Janeiro, esta ONG muitas vezes serve literalmente como uma “zona neutra” na mediação dos conflitos.

Sugiro que miremos iniciativas como o AfroReggae com uma visão que vá além do chavão ONG-que-ajuda-gente-pobre. O importante é entender a sua principal virtude, o seu DNA: a ênfase na educação e arte como ponte de convivência entre pessoas que pensam e vivem diferente. Esta, a convivência, a chave mestra para inaugurar uma sociedade mais justa e feliz nos anos que virão. Desde já, Feliz Aniversário de 20 anos, e longa vida, ao AfroReggae!

28 de dezembro de 2011, 16:03

Escrito por marcelotas

Vídeo: Jornal da Band

 

Nos últimos 30 anos, as vítimas de homicídios no Brasil chegam a mais de 1 milhão de pessoas. São dados coletados em 27 Unidades Federativas, 33 Regiões Metropolitanas, 27 capitais e 5564 municípios do país, utilizando informações do ministério da saúde, segurança pública, cartórios, polícia e outros orgãos públicos. É parte de um grande estudo divulgado recentemente pelo Instituto Sangari sobre a violência brasileira coordenado pelo sociológo Julio Jacobo Waiselfisz. Para ver o estudo completo, clique aqui.

O índice nas capitais diminuiu, porém no interior o aumento é preocupante como mostra a reportagem do Jornal da Band (acima).

Para ficar claro o absurdo do número de mortes violentas no Brasil, basta comparar com outros lugares que vivem situação extrema como Angola, país em guerra civil por 27 anos: 550 mil vítimas, praticamente a metade das vítimas por aqui no mesmo período. Outras conflitos armados recentes, como Iraque e Afeganistão, somam juntos 89 mil mortos até 2007. Ou seja, a guerra aqui é mais sangrenta que nesses lugares já excessivamente sangrentos do planeta.

Veja a seguir o ranking, onde se vê São Paulo e Rio de Janeiro com redução significativa na violência. Já Alagoas, ocupa o primeiro lugar nesse pódium de horror, seguido pelo Espírito Santo.

Você se sente parte dessa guerra?